19 de agosto de 2016

Superliga dos Campeões: a nova prova da UEFA?

A UEFA e a ECA têm previsto um novo formato para as competições europeias e pode entrar em vigor já em 2018. A Superliga dos Campeões pretende defender as grandes equipas e melhorar o espetáculo.
A UEFA e a ECA (Associação de Clubes Europeus) têm previsto um novo formato para as competições europeias que pode entrar em vigor já em 2018. A Superliga dos Campeões pretende defender as grandes equipas e melhorar o espetáculo.
Em tempos, Michel Platini, quis dar oportunidade a clubes mais pequenos de participarem na Liga dos Campeões, aspeto interessante do ponto de vista da promoção de clubes mais desconhecidos mas que, geralmente, acabavam eliminados na fase de grupos face ao fosso entre equipas como o Astana do Cazaquistão ou o Maribor da Eslovénia e os grandes do futebol europeu.
Esta novo formato quer dar mais espaço a grandes equipas que, mesmo que não tenham feito uma grande temporada, possam participar na liga milionária. Assim sendo, a ideia passa por colocar quatro equipas das quatro principais ligas – Espanha, Inglaterra, Alemanha e Itália – sendo que três delas entrariam diretamente para a prova e a quarta vaga vai para a equipa com mais história na Liga dos Campeões.
Tomemos o exemplo da liga inglesa: geralmente, consegue colocar quatro equipas na “Champions”, as quatro primeiras classificadas. Acontece que com esta nova regra, e face ao último ano da liga inglesa, o Manchester United iria à tal Superliga, apesar de ter ficado em quinto lugar, ocupando assim o lugar do Manchester City.
No caso de Portugal, iríamos estar numa posição intermédia, no mesmo nível que a França e Rússia, e assim colocar dois clubes na prova. A questão essencial é se a segunda equipa qualificada seria o segundo classificado na liga ou a equipa com melhor histórico na “Champions”.
Face a este novo sistema, deixamos aqui a lista de clubes que iriam à Superliga dos Campeões se começasse este ano:
  • Inglaterra: Leicester, Arsenal, Tottenham e Manchester United;
  • Espanha: Barcelona, Real Madrid, Atlético Madrid e Sevilha;
  • Alemanha: Bayern de Munique, Borussia de Dortmund, Bayer Leverkusen, Borussia M’Gladbach ou Hamburgo;
  • Itália: Juventus, Nápoles, Roma, Inter ou Milan;
  • França: Paris Saint-Germain e Lyon;
  • Portugal: Benfica e Sporting ou Porto;
  • Rússia: CSKA e Rostov ou Zenit;
  • Ucrânia: Dinamo de Kiev
  • Bélgica: Club Brugge
  • Holanda: PSV
  • Túrquia: Besiktas
  • Suíça: Basileia
Além destas 27 equipas, cinco equipas do resto das federações disputariam previamente um play-off de apuramento.
A UEFA calcula que as receitas aumentem em 20% com este novo formato mas ainda não é certo que a ideia vá para a frente, visto que ainda subsistem várias dúvidas face ao critério de contexto histórico.
Além disso, é necessário aguardar pela eleição do próximo presidente da UEFA, após saída de Platini, que decorrem no dia 14 de setembro. O espanhol Ángel Villar, o holandês Michael van Praag e o esloveno Aleksander Seferin são os candidatos ao órgão máximo do futebol europeu. Este novo formato poderá ter início no triénio de 2018 a 2021.
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